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Michelin estreia guia de vinhos com nove "Três Uvas" na Borgonha

Romanée-Conti, Leroy e Roumier estão entre as vinícolas de excelência máxima na primeira seleção da Sélection de Cépages, que já mira Bordeaux como próxima etapa

10 de julho de 20260
Michelin estreia guia de vinhos com nove "Três Uvas" na Borgonha

O Guia Michelin lançou oficialmente nesta semana o seu sistema global de classificação de vinhos, revelando em Dijon, na Borgonha, a primeira seleção da Sélection de Cépages Michelin 2026. Das 94 propriedades avaliadas na região — distribuídas pela Côte de Nuits, Côte de Beaune e Côte Chalonnaise —, nove receberam a distinção máxima de Três Uvas, enquanto outras 20 obtiveram Duas Uvas e 33 conquistaram Uma Uva. As 32 propriedades restantes entraram na categoria "Selecionados".

Entre as nove vinícolas de excelência estão Domaine de la Romanée-Conti, Domaine Leroy, Domaine d'Auvenay, Domaine Cécile Tremblay e Domaine Dugat-Py, na Côte de Nuits; e Coche-Dury, Domaine Jean-Marc & Thomas Bouley e Domaine Hubert Lamy, na Côte de Beaune, além de Domaine Roumier, em Chambolle-Musigny. Lalou Bize-Leroy tornou-se a única produtora a figurar duas vezes na lista máxima, com Domaine Leroy e Domaine d'Auvenay. O lançamento marca a entrada do Guia Michelin no universo do vinho, criando um sistema paralelo às Estrelas gastronômicas e às Chaves hoteleiras da marca. Segundo o diretor internacional do guia, Gwendal Poullennec, a estreia da seleção reflete uma Borgonha capaz de preservar seu patrimônio histórico sem perder vitalidade, mesmo sendo uma das regiões com a hierarquia de terroirs e denominações mais rígidas do mundo. "A nossa seleção demonstra que a excelência não é definida unicamente pelo prestígio de um nome", afirmou Poullennec, acrescentando que essa excelência se expressa, acima de tudo, pela precisão do trabalho no vinhedo e na vinícola, e pela personalidade que cada viticultor imprime à sua propriedade.

A abordagem beneficia produtores de altíssimo nível técnico, mas fora do radar de preços mais elevados — caso de Hubert Lamy, em Saint-Aubin —, posicionando-os ao lado de nomes historicamente consagrados no mercado de leilões, como o próprio Domaine de la Romanée-Conti. Segundo o diretor internacional do guia, Gwendal Poullennec, a seleção reflete uma Borgonha que preserva seu patrimônio histórico sem perder vitalidade. Em suas palavras, "esta primeira seleção da Uva MICHELIN revela uma Borgonha que preserva sua herança com inconfundível vitalidade", mesmo sendo uma das regiões com a hierarquia de terroirs e denominações mais rígidas do mundo. Poullennec destacou ainda que a excelência não se limita ao prestígio de um nome, mas se expressa, acima de tudo, pela precisão do trabalho no vinhedo e na vinícola, e pela personalidade que cada viticultor imprime à sua propriedade. Para avaliar as propriedades, o Michelin contratou inspetores independentes em tempo integral — ex-sommeliers e especialistas em produção — que acompanham as vinícolas ao longo do ano com base em cinco critérios: qualidade agronômica, domínio técnico, identidade, equilíbrio estrutural e consistência entre safras.

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A movimentação, que segue a aquisição prévia da marca The Wine Advocate pelo grupo Michelin, redesenha as forças de comunicação do setor e mira diretamente o ecossistema de gastroturismo de alto padrão e grandes colecionadores. A entrada de nomes em ascensão na mesma prateleira de produtores tradicionais deve intensificar a disputa por alocações no mercado secundário e pressionar reajustes de preços em escala global. Bordeaux é a próxima região a receber o tratamento do Guia de Uvas, dando sequência à expansão do projeto.

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